Desta vez não quero dizer nada, a não ser sugerir que vos deixeis deslumbrar pela capacidade sublime que os gregos antigos tinham de representar a figura humana. Aguardo que me digais tudo o que estas imagens vos sugerem.
segunda-feira, 24 de março de 2014
ARTE GREGA
A Arte Grega
A arte grega dos sécs. V e IV a. C., por ser tão bela e perfeita, serviu de modelo à arte europeia de várias épocas. Dizemos, por isso, que os sécs. V e IV a. C. são um período clássico da arte.
1 – A Arquitectura
Os edifícios em que melhor se manifesta a perfeição da arquitectura grega é nos templos, mas é preciso não esquecer que os gregos também construíram teatros e estádios.
Antes de mais, convém saber que havia edifícios de dois estilos ou ordens: ordem dórica e ordem jónica o que fazia com que, do exterior, parecessem muito diferentes. Nos esquemas seguintes pode perceber-se porquê.
A planta dos edifícios era geométrica – normalmente rectangular – e as colunas (stilo, em grego) eram o elemento base da construção. Normalmente rodeavam o edifício, formando o peristilo (isto é: com colunas à volta). Sobre elas assentavam as traves que sustentavam o telhado de duas águas. Nos dois extremos, o espaço triangular formado pelos vértices do telhado e das traves é o frontão.
O que mais sobressai da arquitectura grega é
- a ordem (a que cada edifício pertence);
- a harmonia das suas proporções: os edifícios não são excessivamente grandes; são construídos à dimensão humana;
- o equilíbrio do conjunto apesar da natureza geométrica da planta;
- a delicadeza da decoração: presente no canelado das colunas, no adorno dos capitéis, nos relevos dos frisos e do frontão, assim como na utilização de cores garridas que dão luz, brilho e alegria ao conjunto.
Observa, agora, as imagens que se seguem e procura identificar nelas as caracterísase que acabámos de enunciar. Pra ver as imagens ampliadas basta clicar sobre elas.
Templo de ordem dórica: Parténon
Apeasr da destruição, o Parténon continua a exibir grande beleza. Esta é a fachada Este e o frontão que vês é a montagem de um desenho que foi colocado sobre a fotografia.
........................................................................m araia maddalen kkkkkkkkkkkkkk
Templo de Ordem Jónica: Erecteion
Repara bem na elegância das colunas com a sua base e o capitel de volutas. Repara, ainda, na arquitrave com as suas três bandas salientes. Tudo contribui para que esta ordem seja muito bela!
Em baixo podes observar um pormenor da base da coluna e do templo. Magnífico, não é? mmmmmm mma ammm a mmmmmmmmmmmmmmmm ammmmmmm ammmmmmmmm
A acrópole de Atenas, vista da ágora, deveria ter o aspecto da figura que vês a seguir. O mundo deve a Péricles (o estratego que decidiu reconstruí-la); a Ictinos (o arquitecto responsável pela maioria dos edifícios) e a Fídias (o escultor autor de quase todos os relevos e estátuas), toda a beleza que ainda hoje subsiste.
Nota: o trabalho, já o sabes, é fazer o alçado de um templo grego. Se quiseres inspirar-te melhor, podes consultar esta página que tem imagens muito interessantes.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Religião dos Gregos (I)
Tal como outros povos, também os gregos tentaram explicar o universo e as forças da natureza através da sua religião. Pensaram, então, que no início de tudo existia o CAOS e depois a Terra - GEIA. Do Caos nasceu a NOITE e o ÉREBRO (inferno) e, da união destes dois, nasceram o ÉTER e o DIA.
Da Terra surgiu URANO, o céu estrelado e da união Urano com Geia resultou numerosa descendência: CICLOPES (gigantes com um olho no meio da testa); CENTAUROS (monstros metade homem, metade cavalo) e TITÃS, doze gigantes de força colossal; seis de sexo masculino e seis de sexo feminino (o feminino é Titânide).
Dois dos titãs, CRONOS e REIA, unir-se-ão e darão origem aos primeiros deuses:
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Aqui e aqui (clica nas palavras) poderás encontrar mais informação e inspiração. Não te assustes por encontrar páginas estrangeiras.
PROPOSTA: e que tal fazerem uma árvore genealógica das divindades referidas aqui? Os melhores trabalhos serão publicados.
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Para quem tem mais curiosidade, pode ver este documentário do canal História:
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Culto dos Mortos
Os egípcios acreditavam numa vida após a morte. Para eles, o reino dos mortos localizava-se a ocidente, que é onde o Sol se põe. Acreditavam, também, que no reino de Osíris a alma só regressaria à vida se encontrasse o antigo corpo. Compreende-se, assim, a importância que atribuíam à mumificação.Múmia
Os corpos das pessoas humildes eram depositados sob a areia escaldante do deserto e tornavam-se múmias naturais, mas os corpos das pessoas muito importantes eram alvo de um tratamento muito complexo. Logo que morriam, os seus corpos eram levados para o bairro dos mumificadores que se encarregavam de tudo.
Através de uma abertura muito pequena no abdómen retiravam todas as vísceras, à excepção do coração (considerado o centro da inteligência e da força da vida) e guardavam-nas em recipientes especiais: os vasos canopos. O cérebro (não lhe davam importância nenhuma) era retirado através de uma incisão no nariz. Vasos canopos
Depois de retiradas as vísceras, o corpo era coberto de natrão (sal) durante setenta dias e os espaços vazios eram preenchidos com panos embebidos em resina, especiarias, perfumes, etc. Terminado esse tempo, o corpo já completamente desidratado (seco; mumificado) era envolvido em centenas de metros de ligaduras de linho por entre as quais se introduziam numerosos amuletos para afastar os maus espíritos e para ajudarem o morto nos caminhos do além. Finalmente, era colocado num sarcófago com forma humana; este era colocado dentro de outro, às vezes até quatro sarcófagos, sendo o último de pedra.
Antes de morrer, a pessoa tinha preparado o seu túmulo. As paredes tinham sido cobertas de magníficas pinturas reproduzindo as actividades que o morto mais gostava de praticar; lá dentro tinham sido colocadas numerosas estatuetas (oushebtis) de camponeses e criados que, acreditavam, ganhariam vida no além e lá continuariam a trabalhar para o morto.
Claro que os túmulos mais sumptuosos são os dos faraós e, ao longo da História do Egipto, tiveram diversas formas:

Mastaba
Pirâmide
Hipogeu (túmulo escavado na própria rocha)
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O PODER DO FARAÓ
UM DEUS VIVO ao qual se presta culto e à frente do qual todos se prostram;
SENHOR ABSOLUTO DO EGIPTO e por isso exerce numerosas funções:
O chefe político: governa o Egipto, organiza e conduz a vida do seu povo
O sacerdote supremo: preside às cerimónias religiosas mais importantes
Chefe máximo do exército: defende o país e aumenta-o conquistando outros territórios
Quem aplica a justiça a todo o povo do Egipto
SÍMBOLOS DE PODER
O faraó é representado com diversos atributos/ símbolos de poder. Os mais importantes são:
a coroa dupla, representando o poder sobre o Alto (coroa branca) e o Baixo Egipto (coroa vermelha)
o nemés, espécie de coifa em linho (azul e ouro)
coroa azul, usada pelos faraós em batalha
cobra capelo (Uraeus, que afasta os inimigos)
abutre (a deusa Nekhbet era a protectora do Alto Egipto)
Ceptro, significando a condução do povo
Chicote, simbolizando a justiça
barba postiça, significando divindade
a coroa dupla, representando o poder sobre o Alto (coroa branca) e o Baixo Egipto (coroa vermelha)
o nemés, espécie de coifa em linho (azul e ouro)
coroa azul, usada pelos faraós em batalha
cobra capelo (Uraeus, que afasta os inimigos)
abutre (a deusa Nekhbet era a protectora do Alto Egipto)
Ceptro, significando a condução do povo
Chicote, simbolizando a justiça
barba postiça, significando divindade Os Deuses dos Egípcios
A religião egípcia foi evoluindo ao longo da História dessa civilização. Podemos, no entanto, distinguir as religiões locais das religiões nacionais. As religiões nacionais foram elaboradas pelos sacerdotes. A que se descreve a seguir é de Heliópolis cujos sacerdotes imaginavam o mundo como um disco flutuando num oceano de onde saía o rio Nilo e os Homens tinham nascido das lágrimas dos deuses. Esses sacerdotes criaram, também, uma genealogia para os principais deuses, como podes observar na árvore genealógica presente na imagem.
Amon, Rá, Aton, Amon-Rá: Nasceu por si próprio. É o Sol e o Cosmos e deu origem ao primeiro par de deuses. O seu nome (Amon) significa "aquele que está escondido", pois ninguém o podia ver nem saber como era. É por isso que é representado de muitas maneiras: como um homem com cabeça de carneiro ou, então, inteiramente humano (com uma coroa de plumas), etc. Os seus atributos são o disco solar, os chifres (de carneiro) e o chicote. Enquanto Aton, é representado como um disco solar cujos raios são longos braços que terminam em mãos (como podes ver na imagem abaixo.
Shu: personifica o ar. É representado como um homem com os braços erguidos (para sustentar a abóbada celeste) usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. O seu animal é o leão.
Tefnut: é o orvalho, personifica a humidade e as nuvens e representa a inundação do Nilo. É representada com forma feminina e cabeça de leoa.
Geb: é a Terra, mas de sexo masculino. Simboliza a fertilidade e a vegetação. É normalmente representado deitado de costas. O seu animal é o ganso.
Nut: personifica a esfera celeste (de sexo feminino). Representa-se como uma figura feminina arqueada, com o ventre voltado para a terra e o corpo nu ou coberto de estrelas.
Osíris: Era um rei na terra que foi morto pelo seu irmão Set. Com o auxílio de Ísis, sua esposa e irmã, ressuscitou dos mortos e tornou-se no seu deus. Osíris é aquele que permite a ressurreição no mundo dos mortos. É representado como uma múmia, sentado num trono com a coroa branca ladeada de penas de avestruz (ou outras coroas) e os símbolos de poder do faraó.
Ísis: Ela deu a imortalidade ao marido. Considera-se encarnada na vaca Athor (amor) e, por isso, às vezes é representada com chifres e o disco lunar na cabeça. O mais habitual é encontrarmos Ísis representada como uma figura feminina com um trono na cabeça.
Set: personifica o mal e encarna no cão (ou chacal). É o assassino de Osíris e o inimigo de Hórus, simbolizando os conflitos do universo. É representado como um homem com cabeça de cão (ou chacal) com orelhas compridas mas cortadas.
Néftis: é a deusa dos mortos, irmã de Ísis a quem ajudou a mumificar Osíris. É representada com corpo feminino e uma coroa na cabeça igual ao hieróglifo que significa casa.
Hórus: é o deus protector do faraó. É representado, quer como uma criança (com o dedo na boca), quer como um homem com cabeça de falcão e a coroa dupla do Egipto ou, ainda, como um disco solar com asas.
Outros deuses importantes:
Mahat: deusa da verdade, da ordem e da justiça. Representada como figura feminina com uma pena de avestruz na cabeça ou, simplesmente, essa pena personificada.
Anúbis: patrono dos mumificadores; protector dos mortos. É representado sob forma humana com cabeça de cão ou, simplesmente, como um cão negro de orelhas ponteagudas.
Anúbis: patrono dos mumificadores; protector dos mortos. É representado sob forma humana com cabeça de cão ou, simplesmente, como um cão negro de orelhas ponteagudas.
Tot : é o protector dos escribas. Representado como Íbis ou babuíno.
Vamos fazer um exercício? Tenta descobrir qual é cada um dos seguintes deuses:

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
O Nilo
Gostaria muito que vissem este pequeno filme para se darem conta da importância do Nilo para o Egipto. Que seriam aquelas terras sem o seu rio? E a vida?
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