Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grécia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de março de 2019

DEUSES GREGOS & DEUSES ROMANOS





deuses gregos
deuses romanos

Cronos (Titã)
Saturno
Zeus
Júpiter
Posídon
Neptuno
Hades
Plutão
Hera
Juno
Héstia
Vesta
Deméter
Ceres
Atena
Minerva
Artemisa
Diana
Apolo
Apolo
Afrodite
Vénus
Ares
Marte
Hermes
Mercúrio
Hefesto
Vulcano

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

 ESPARTA: UM ESTADO MILITAR


 Para veres melhor, "clica" sobre as imagens
 Rio Eurotas                                                            Mapa do Peloponeso/ Esparta                         Cordilheira do Taígeto
 (a fotografia do Taígeto foi retirada daqui, onde podes ver mais fotografias. Clica sobre o sublinhado)

Esparta está situada no alto vale do rio Eurotas. (…) Foi, outrora, a mais poderosa cidade helénica. Não eram, porém, as muralhas que constituíam a sua força – pois Esparta não as tinha –, mas sim a coragem e a unidade dos seus cidadãos. (…)

1. a sociedade
Os Espartanos reservaram para si o rico vale do Eurotas e dividiram-no em parcelas iguais, que não podiam ser mais divididas; quando um homem tinha mais de um filho, todos eles herdavam do domínio indiviso. (…)
O Espartano não se preocupava com trabalhar a sua terra. O trabalho necessário à sua manutenção e à da sua família estava reservado aos hilotas. Tem-se dito que os hilotas eram escravos; mas não o eram, de facto, no sentido habitual do termo. É verdade que cada hilota tinha um senhor, mas este senhor não era o seu possuidor; o senhor não podia vender o hilota, expulsá-lo, matá-lo ou maltratá-lo; também não podia libertá-lo Com efeito, os hilotas eram propriedade da nação, uma espécie de servos do Estado, postos à disposição de particulares para o trabalho da terra. O hilota não estava ligado a um proprietário mas, à terra. Não podia deixar a terra, mas também não podia ser dela expulso. A sua sorte era nitidamente melhor que o do escravo. Podia possuir a sua casa, viver com a sua família no pedaço de terra que era encarregado de cultivar, mas todos os anos era obrigado a fornecer ao proprietário uma determinada quantidade de trigo, vinho e azeite.
Têm-se escrito terríveis relatos sobre a crueldade dos espartanos para com os hilotas. Estes seriam, por exemplo, forçados a embriagar-se, para que isso servisse de lição de continência para os jovens espartanos; de tempos a tempos organizar-se-iam, também, caçadas em que o hilota era a caça. Não há dúvida de que os espartanos tratavam os seus subordinados com crueldade e dureza – mostravam, aliás, a mesma dureza para consigo próprios. (…)
O espartano considerava o artesanato e o comércio indignos de si, exactamente como o trabalho da terra. A lei proibia-lhe formalmente ganhar a vida com o seu trabalho; devia consagrar-se inteiramente à actividade das armas e à política. Eram os periecos que exerciam as funções de artífices e de mercadores. No entanto, o comércio limitava-se quase por completo à província da Lacónia, baseando-se na troca directa, sendo o dinheiro quase desnecessário.

2. a educação
 As leis e a organização social de Esparta tinham como finalidade criar guerreiros: o Estado dispunha do jovem espartano desde o dia do seu nascimento. Quando uma criança nascia, os pais apresentavam-na a funcionários que avaliavam se a robustez do recém-nascido valia o esforço que a sua educação exigiria. Se não valesse, a criança seria abandonada no Taígeto.
Aos sete anos, o rapaz era retirado aos pais, para que estes o não estragassem com mimos. O Estado encarregava-se, então, da sua educação. As crianças eram agrupadas sob as ordens de homens novos e hábeis. Deveriam exercitar-se todos os dias na luta, na natação, nas corridas, no lançamento do dardo e noutros desportos que preparassem para o combate. Logo que se oferecia a oportunidade, esses homens levavam os rapazes a lutar uns com os outros. Estes deviam treinar-se e suportar a dor, a fome e o frio sem o menor queixume. Não usavam sapatos, a fim de endurecerem os pés. Todos os dias do ano eram obrigados a nadar no Eurotas. Não andavam mais agasalhados no Inverno do que no Verão. Mais tarde levavam-nos, uma vez por ano, perante o altar de Artemisa para lhes baterem até fazer sangue; não foram poucos os jovens espartanos que morreram sem um queixume, sob o chicote. Os jovens recebiam uma alimentação muito simples e quase sempre insuficiente, mas estavam autorizados a roubar para matarem a fome. Quem fosse apanhado em flagrante delito de roubo era sovado – não por causa do roubo, mas por se ter deixado apanhar. Este método pretendia ensinar aos rapazes a manha e os estratagemas engenhosos que lhes viriam a ser necessários quando tivessem que combater.
A educação intelectual do jovem espartano compreendia um pouco de leitura e de escrita. Mas ele aprendia sobretudo a “dizer muita coisa em poucas palavras”. Ainda hoje se chama lacónico a este modo de falar. Existem vários exemplos célebres de respostas lacónicas. Um ateniense que ridicularizava os Espartanos por causa das suas espadas curtas ouviu como resposta: «Têm o comprimento suficiente para atingir os nossos inimigos.» Filipe da Macedónia, que queria submeter toda a Grécia, disse um dia ao embaixador de Esparta: «Se eu entrar em Esparta, não deixarei pedra sobre pedra.» «Sim», respondeu o espartano, «se…»

3. o dia-a-dia
 O espartano de 20 anos era considerado apto a pegar em armas. Começava nessa altura a sua educação militar; o serviço militar só terminava aos 60 anos. Os jovens eram educados em grupo. Do mesmo modo, os homens viviam em tendas, em grupos de 15. Segundo o modo de ver espartano, os homens casados pertenciam ao Estado antes de pertenceram à sua família. Viviam juntos em campos de tendas e aí tomavam as suas refeições, famosas pela sua frugalidade. O célebre “caldo negro” era feito com toucinho, sangue, vinagre e sal. Todas as actividades dos espartanos convergiam para um único fim: estarem prontos para a guerra. A sua cidade era um campo militar. Os próprios prazeres eram de natureza bélica. A única distracção que se podiam permitir era a caça.
Um treino tão severo fez dos espartanos os melhores soldados de infantaria de toda a Grécia. Quando soava a a trombeta da guerra, o exército de Esparta, composto por cidadãos-soldados fortemente armados, os hoplitas, avançava no campo de batalha. O hoplita ia armado de lança e de um pesadíssimo sabre. Usava elmo, couraça e escarcela e protegia-se por detrás de um grande escudo de bronze. Um espartano que fugisse perante o inimigo ficava desonrado para sempre. Do mesmo modo, aquele que regressasse vivo depois de uma derrota ficava exposto ao desprezo geral.

4. a mulher
 Os espartanos deviam casar-se com mulheres capazes de dar à luz crianças robustas. Para preparar as raparigas para o seu papel de mães, também se lhes dava uma educação severa, destinada a endurecê-las. Participavam igualmente em competições desportivas. Os atenienses sorriam da falta de feminilidade das mulheres espartanas. Quando um filho partia para o combate, a mãe estendia-lhe o escudo dizendo: «Regressa ou com o escudo ou em cima dele!». Era o mesmo que dizer: «Vence ou morre!» Um dia, um mensageiro veio dizer a uma espartana que o seu filho tinha morrido em combate. As primeiras palavras da mãe foram: «Alcançou ele a vitória?» Em face da resposta afirmativa, prosseguiu: «Então, sinto-me feliz!» Em Esparta a mulher tinha uma vida mais livre do que em todas as outras polei gregas.

Carl Grimberg, História Universal, vol.2 (adaptado)


Curiosidades:

ü   Os Espartanos gostavam de se referir ao seu território como Lacónia ou Lacedemónia. Era daí que vinha a letra "lambda" nos seus escudos (Λ / λ) 
 ü   Os homens espartanos sós estavam autorizados a viver com as esposas depois dos 30 anos. Eles podiam casar-se antes (ou viver juntos), mas como todos os homens eram obrigados a viver nas tendas militares até aos 30, os casais que se tivessem casado antes eram obrigados a viver separados.
ü   Os reis de Esparta estavam sujeitos às mesmas leis que todos os espartanos. Eles podiam ser castigados pelo modo como chefiaram o exército em combate.
 ü   As mulheres espartanas eram famosas pela sua beleza. Também eram mais altas do que a maioria das gregas (talvez porque não fossem preteridas na alimentação em favor dos rapazes)
 ü   As mulheres espartanas eram as mais livres de toda a Grécia (e do mundo?) porque: 
·   Recebiam uma educação artística e atlética.
·   Eram encorajadas a desenvolver as suas capacidades mentais.
·   Possuíam mais de um terço das terras de Esparta.
·   Havia menor diferença de idades entre maridos e esposas do que entre os casais atenienses, por exemplo.
·   A mulher casava com o marido que quisesse: os pais nada lhe impunham.
·   Como os homens raramente estavam em casa, as mulheres é que eram responsáveis por todos os assuntos (fora os militares)
·   Quando havia guerra, eram as mulheres que governavam a pólis.

·   As mulheres cuidavam dos filhos até aos 7 anos. Os pais desempenhavam um papel pouco importante, ou mesmo nenhum.

segunda-feira, 24 de março de 2014

A ARTE GREGA: ESCULTURA

Desta vez não quero dizer nada, a não ser sugerir que vos deixeis deslumbrar pela capacidade sublime que os gregos antigos tinham de representar a figura humana. Aguardo que me digais tudo o que estas imagens vos sugerem.

ARTE GREGA

A Arte Grega

A arte grega dos sécs. V e IV a. C., por ser tão bela e perfeita, serviu de modelo à arte europeia de várias épocas. Dizemos, por isso, que os sécs. V e IV a. C. são um período clássico da arte.

1 – A Arquitectura
Os edifícios em que melhor se manifesta a perfeição da arquitectura grega é nos templos, mas é preciso não esquecer que os gregos também construíram teatros e estádios.
Antes de mais, convém saber que havia edifícios de dois estilos ou ordens: ordem dórica e ordem jónica o que fazia com que, do exterior, parecessem muito diferentes. Nos esquemas seguintes pode perceber-se porquê.
Ordens arquitectónicas: as cores
rdens arquitectónicas: alçado

A planta dos edifícios era geométrica – normalmente rectangular – e as colunas (stilo, em grego) eram o elemento base da construção. Normalmente rodeavam o edifício, formando o peristilo (isto é: com colunas à volta). Sobre elas assentavam as traves que sustentavam o telhado de duas águas. Nos dois extremos, o espaço triangular formado pelos vértices do telhado e das traves é o frontão.
O que mais sobressai da arquitectura grega é
  • a ordem (a que cada edifício pertence);
  • a harmonia das suas proporções: os edifícios não são excessivamente grandes; são construídos à dimensão humana;
  • o equilíbrio do conjunto apesar da natureza geométrica da planta;
  • a delicadeza da decoração: presente no canelado das colunas, no adorno dos capitéis, nos relevos dos frisos e do frontão, assim como na utilização de cores garridas que dão luz, brilho e alegria ao conjunto.
Observa, agora, as imagens que se seguem e procura identificar nelas as caracterísase que acabámos de enunciar. Pra ver as imagens ampliadas basta clicar sobre elas.


Templo de ordem dórica: Parténon
Acrópole de Atenas: Parténon (frontão reconstituído)
Apeasr da destruição, o Parténon continua a exibir grande beleza. Esta é a fachada Este e o frontão que vês é a montagem de um desenho que foi colocado sobre a fotografia.
........................................................................m araia maddalen kkkkkkkkkkkkkk
Parténon: reconstituiçãoVisto de longe!
Templo de Ordem Jónica: Erecteion
Acrópole Atenas: Erecteion (vista parcial)
Repara bem na elegância das colunas com a sua base e o capitel de volutas. Repara, ainda, na arquitrave com as suas três bandas salientes. Tudo contribui para que esta ordem seja muito bela!
Em baixo podes observar um pormenor da base da coluna e do templo. Magnífico, não é? mmmmmm mma ammm a mmmmmmmmmmmmmmmm ammmmmmm ammmmmmmmm
Erecteion: pormenor da base de coluna Erecteion: reconstituição do templo
A acrópole de Atenas, vista da ágora, deveria ter o aspecto da figura que vês a seguir. O mundo deve a Péricles (o estratego que decidiu reconstruí-la); a Ictinos (o arquitecto responsável pela maioria dos edifícios) e a Fídias (o escultor autor de quase todos os relevos e estátuas), toda a beleza que ainda hoje subsiste.
Acrópole de Atenas: reconstituição

Nota: o trabalho, já o sabes, é fazer o alçado de um templo grego. Se quiseres inspirar-te melhor, podes consultar esta página que tem imagens muito interessantes.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Religião dos Gregos (I)

Tal como outros povos, também os gregos tentaram explicar o universo e as forças da natureza através da sua religião. Pensaram, então, que no início de tudo existia o CAOS e depois a Terra - GEIA. Do Caos nasceu a NOITE e o ÉREBRO (inferno) e, da união destes dois, nasceram o ÉTER e o DIA.
Da Terra surgiu URANO, o céu estrelado e da união Urano com Geia resultou numerosa descendência: CICLOPES (gigantes com um olho no meio da testa); CENTAUROS (monstros metade homem, metade cavalo) e TITÃS, doze gigantes de força colossal; seis de sexo masculino e seis de sexo feminino (o feminino é Titânide).

Dois dos titãs, CRONOS e REIA, unir-se-ão e darão origem aos primeiros deuses:

HÉSTIA, deusa da casa e da família;........ DEMÉTER, deusa das cearas;
HERA, deusa protectora do casamento;.......
HADES, deus do mundo inferior que domina no inferno;.... POSEIDON, deus dos mares;.....
.
ZEUS, deus do Olimpo, senhor dos elementos atmosféricos.

Aqui e aqui (clica nas palavras) poderás encontrar mais informação e inspiração. Não te assustes por encontrar páginas estrangeiras.

PROPOSTA: e que tal fazerem uma árvore genealógica das divindades referidas aqui? Os melhores trabalhos serão publicados.

_____________
Para quem tem mais curiosidade, pode ver este documentário do canal História:

domingo, 3 de março de 2013

A ARTE GREGA: ARQUITECTURA

A Arte Grega

A arte grega dos sécs. V e IV a. C., por ser tão bela e perfeita, serviu de modelo à arte europeia de várias épocas. Dizemos, por isso, que os sécs. V e IV a. C. são um período clássico da arte.


1 – A Arquitectura


Os edifícios em que melhor se manifesta a perfeição da arquitectura grega é nos templos, mas é preciso não esquecer que os gregos também construíram teatros e estádios.


Antes de mais, convém saber que havia edifícios de dois estilos ou ordens: ordem dórica e ordem jónica o que fazia com que, do exterior, parecessem muito diferentes. Nos esquemas seguintes pode perceber-se porquê.
            


              Ordens arquitectónicas: as cores

              rdens arquitectónicas: alçado

A planta dos edifícios era geométrica – normalmente rectangular – e as colunas (stilo, em grego) eram o elemento base da construção. Normalmente rodeavam o edifício, formando o peristilo (isto é: com colunas à volta). Sobre elas assentavam as traves que sustentavam o telhado de duas águas. Nos dois extremos, o espaço triangular formado pelos vértices do telhado e das traves é o frontão.

O que mais sobressai da arquitectura grega é


a ordem (a que cada edifício pertence);

a harmonia das suas proporções: os edifícios não são excessivamente grandes; são construídos à dimensão humana;

o equilíbrio do conjunto apesar da natureza geométrica da planta e da simetria;

a delicadeza da decoração: presente no canelado das colunas, no adorno dos capitéis, nos relevos dos frisos e do frontão, assim como na utilização de cores garridas que dão luz, brilho e alegria ao conjunto.


Observa, agora, as imagens que se seguem e procura identificar nelas as caracterísase que acabámos de enunciar. Pra ver as imagens ampliadas basta clicar sobre elas.

Templo de ordem dórica: Parténon

                                                                                                                                                               
Apeasr da destruição, o Parténon continua a exibir grande beleza. Esta é a fachada Este e o frontão que vês é a montagem de um desenho que foi colocado sobre a fotografia.
........................................................................m araia maddalen  kkkkkkkkkkkkkk
Visto de longe! 

  
Templo de Ordem Jónica: Erecteion
     Acrópole Atenas: Erecteion (vista parcial)


Repara bem na elegância das colunas com a sua base e o capitel de volutas. Repara, ainda, na arquitrave com as suas três bandas salientes. Tudo contribui para que esta ordem seja muito bela!

Em baixo podes observar um pormenor da base da coluna e do templo. Magnífico, não é? mmm mma  ammm a mmmmmmmmmmmmmmmm ammmmmmm ammmmmmmmm
       Erecteion: pormenor da base de coluna           Erecteion: reconstituição do templo

 A acrópole de Atenas, vista da ágora, deveria ter o aspecto da figura que vês a seguir. O mundo deve a Péricles (o estratego que decidiu reconstruí-la); a Ictinos (o arquitecto responsável pela maioria dos edifícios) e a Fídias (o escultor autor de quase todos os relevos e estátuas), toda a beleza que ainda hoje subsiste.

Acrópole de Atenas: reconstituição

 Nota: o trabalho, já o sabes, é fazer o alçado de um templo grego. Se quiseres inspirar-te melhor, podes consultar esta página que tem imagens muito interessantes (clica sobre o sublinhado).

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Religião dos Gregos (II): mitos

Os mitos são narrativas que nos contam a vida dos seres divinos. Pelos mitos percebemos que, para os gregos, o mundo dos deuses reproduzia o mundo humano. Os deuses, tal como os homens, comiam e bebiam, preocupavam-se, descansavam, amavam e odiavam, etc. Eram, aliás, sempre representados sob a forma humana. Por essa razão falamos de ANTROPOMORFISMO quando nos referimos à religião grega.
Eis alguns mitos:
  • Cronos e os deuses primordiais
Uma profecia afirmava que Cronos seria morto por um filho. Para evitar que a profecia se cumprisse, o titã exigia que Reia, sua esposa, e irmã, lhe entregasse os filhos logo que nascessem e devorava-os. Cansada de se ver separada dos filhos e, estando grávida novamente, Reia escondeu-se na ilha de Creta onde nasceu Zeus. Para enganar o marido, Reia entregou-lhe uma pedra embrulhada numa fralda.
Zeus cresceu e, ao atingir a idade adulta, enfrenta o pai, obrigando-o a beber um líquido que o fez "vomitar" os filhos que tinha comido. Desta forma nasceram os deuses referidos no cap. I que, por isso, são chamados deuses primordiais.Os deuses, furiosos e querendo vingança, envolvem-se numa luta gigantesca com os titãs, saindo vitoriosos. Decidem, então, partilhar o mundo pelos três do sexo masculino:
ZEUS dominaria o céu - o Olimpo;
POSEIDON, o mar;
HADES, o inferno.

Por ter feito renascer os irmãos, Zeus tornou-se no pai dos deuses e dos homens. É, também, senhor dos elementos atmosféricos (o raio e o trovão)
  • Filhos de Zeus
Zeus apaixonou-se por sua irmã Hera e do casamento dos dois nasceram ARES (deus da guerra) e HEFESTO (deus do fogo, que era feio e coxo).
Mas Zeus era volúvel e, por causa disso, Hera era ciumenta, perseguindo ferozmente todas as conquistas do marido, fossem elas deusas ou humanas. Foi por essa razão que perseguiu LATONA (grávida de Zeus) que se viu obrigada a refugiar-se na ilha de Delos onde deu à luz os gémeos APOLO e ARTEMISA. Apolo tornar-se-ia no mais poderoso deus do Olimpo, depois de Zeus. Era o deus da beleza eterna, da música, da poesia e dos oráculos. Artemisa tornou-se a deusa dos animais selvagens e da caça. Era também ela quem presidia aos nascimentos. Vestia sempre uma túnica curta e andava sempre acompanhada pelo arco e flechas, assim como pelo seu cão de caça.

Sémele, princesa de Tebas, também foi vítima da vingança de Hera: esperando um filho de Zeus, pediu ao deus (por sugestão de Hera) que lhe mostrasse o seu verdadeiro aspecto. Ora, os seres humanos, segundo os gregos, morriam se vissem um deus como ele era, de facto! Zeus satisfez o pedido da amada e a sua luz fê-la morrer imediatamente. Para não perder o filho, Zeus arrancou-o do ventre da mãe e coseu-o no interior da sua própria coxa até terminar a gestação. Foi então que, da coxa de Zeus, nasceu DIONISO que se tornaria no deus da alegria, do vinho e da loucura.
  • Outros filhos de Zeus
HERMES, filho de Maia, é o mensageiro dos deuses; deus do vento e patrono dos mercadores. É também deus dos sonhos e é ele que conduz as almas ao inferno.
ATENA, deusa que nasceu directamente da cabeça de Zeus, vestindo uma armadura e brandindo uma lança. É a deusa da sabedoria e da arte da guerra.

  • Afrodite

Afrodite, como todos os que foram referidos anteriormente, era uma das mais importantes deusas gregas. Nasceu da espuma do mar e, ao emergir, vinha amparada a uma grande concha de madrepérola. Apesar de ser a mais bela das criaturas, casou com Hefesto, o deus mais feio e disforme!