quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Religião dos Gregos (I)

Tal como outros povos, também os gregos tentaram explicar o universo e as forças da natureza através da sua religião. Pensaram, então, que no início de tudo existia o CAOS e depois a Terra - GEIA. Do Caos nasceu a NOITE e o ÉREBRO (inferno) e, da união destes dois, nasceram o ÉTER e o DIA.
Da Terra surgiu URANO, o céu estrelado e da união Urano com Geia resultou numerosa descendência: CICLOPES (gigantes com um olho no meio da testa); CENTAUROS (monstros metade homem, metade cavalo) e TITÃS, doze gigantes de força colossal; seis de sexo masculino e seis de sexo feminino (o feminino é Titânide).

Dois dos titãs, CRONOS e REIA, unir-se-ão e darão origem aos primeiros deuses:

HÉSTIA, deusa da casa e da família;........ DEMÉTER, deusa das cearas;
HERA, deusa protectora do casamento;.......
HADES, deus do mundo inferior que domina no inferno;.... POSEIDON, deus dos mares;.....
.
ZEUS, deus do Olimpo, senhor dos elementos atmosféricos.

Aqui e aqui (clica nas palavras) poderás encontrar mais informação e inspiração. Não te assustes por encontrar páginas estrangeiras.

PROPOSTA: e que tal fazerem uma árvore genealógica das divindades referidas aqui? Os melhores trabalhos serão publicados.

_____________
Para quem tem mais curiosidade, pode ver este documentário do canal História:

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Culto dos Mortos

Os egípcios acreditavam numa vida após a morte. Para eles, o reino dos mortos localizava-se a ocidente, que é onde o Sol se põe. Acreditavam, também, que no reino de Osíris a alma só regressaria à vida se encontrasse o antigo corpo. Compreende-se, assim, a importância que atribuíam à mumificação.

Múmia

Os corpos das pessoas humildes eram depositados sob a areia escaldante do deserto e tornavam-se múmias naturais, mas os corpos das pessoas muito importantes eram alvo de um tratamento muito complexo. Logo que morriam, os seus corpos eram levados para o bairro dos mumificadores que se encarregavam de tudo. Através de uma abertura muito pequena no abdómen retiravam todas as vísceras, à excepção do coração (considerado o centro da inteligência e da força da vida) e guardavam-nas em recipientes especiais: os vasos canopos. O cérebro (não lhe davam importância nenhuma) era retirado através de uma incisão no nariz.

Vasos canopos


Sarcófago de madeira e sarcófago exterior
Depois de retiradas as vísceras, o corpo era coberto de natrão (sal) durante setenta dias e os espaços vazios eram preenchidos com panos embebidos em resina, especiarias, perfumes, etc. Terminado esse tempo, o corpo já completamente desidratado (seco; mumificado) era envolvido em centenas de metros de ligaduras de linho por entre as quais se introduziam numerosos amuletos para afastar os maus espíritos e para ajudarem o morto nos caminhos do além. Finalmente, era colocado num sarcófago com forma humana; este era colocado dentro de outro, às vezes até quatro sarcófagos, sendo o último de pedra.



Os egípcios acreditavam que o morto, para ressuscitar, precisava de ter um coração puro. No tribunal de Osíris, o coração não podia pesar mais do que a pena da Maet. Depois disso, ainda teria que saber de cór a confissão negativa, provando a Osíris que fora uma pessoa boa e, por isso, merecia regressar à vida.

Antes de morrer, a pessoa tinha preparado o seu túmulo. As paredes tinham sido cobertas de magníficas pinturas reproduzindo as actividades que o morto mais gostava de praticar; lá dentro tinham sido colocadas numerosas estatuetas (oushebtis) de camponeses e criados que, acreditavam, ganhariam vida no além e lá continuariam a trabalhar para o morto.

Claro que os túmulos mais sumptuosos são os dos faraós e, ao longo da História do Egipto, tiveram diversas formas:

Mastaba

       Pirâmide











Hipogeu (túmulo escavado na própria rocha)

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O PODER DO FARAÓ

O FARAÓ É

UM DEUS VIVO ao qual se presta culto e à frente do qual todos se prostram;

SENHOR ABSOLUTO DO EGIPTO e por isso exerce numerosas funções:

O chefe político: governa o Egipto, organiza e conduz a vida do seu povo

O sacerdote supremo: preside às cerimónias religiosas mais importantes

Chefe máximo do exército: defende o país e aumenta-o conquistando outros territórios

Quem aplica a justiça a todo o povo do Egipto




SÍMBOLOS DE PODER



O faraó é representado com diversos atributos/ símbolos de poder. Os mais importantes são:
a coroa dupla, representando o poder sobre o Alto (coroa branca) e o Baixo Egipto (coroa vermelha)
o nemés, espécie de coifa em linho (azul e ouro)
coroa azul, usada pelos faraós em batalha
cobra capelo (Uraeus, que afasta os inimigos)
abutre (a deusa Nekhbet era a protectora do Alto Egipto)
Ceptro, significando a condução do povo
Chicote, simbolizando a justiça

barba postiça, significando divindade


Os Deuses dos Egípcios


A religião egípcia foi evoluindo ao longo da História dessa civilização. Podemos, no entanto, distinguir as religiões locais das religiões nacionais. As religiões nacionais foram elaboradas pelos sacerdotes. A que se descreve a seguir é de Heliópolis cujos sacerdotes imaginavam o mundo como um disco flutuando num oceano de onde saía o rio Nilo e os Homens tinham nascido das lágrimas dos deuses. Esses sacerdotes criaram, também, uma genealogia para os principais deuses, como podes observar na árvore genealógica presente na imagem.


Amon, Rá, Aton, Amon-Rá: Nasceu por si próprio. É o Sol e o Cosmos e deu origem ao primeiro par de deuses. O seu nome (Amon) significa "aquele que está escondido", pois ninguém o podia ver nem saber como era. É por isso que é representado de muitas maneiras: como um homem com cabeça de carneiro ou, então, inteiramente humano (com uma coroa de plumas), etc. Os seus atributos são o disco solar, os chifres (de carneiro) e o chicote. Enquanto Aton, é representado como um disco solar cujos raios são longos braços que terminam em mãos (como podes ver na imagem abaixo.




Shu: personifica o ar. É representado como um homem com os braços erguidos (para sustentar a abóbada celeste) usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. O seu animal é o leão.

Tefnut: é o orvalho, personifica a humidade e as nuvens e representa a inundação do Nilo. É representada com forma feminina e cabeça de leoa.

Geb: é a Terra, mas de sexo masculino. Simboliza a fertilidade e a vegetação. É normalmente representado deitado de costas. O seu animal é o ganso.

Nut: personifica a esfera celeste (de sexo feminino). Representa-se como uma figura feminina arqueada, com o ventre voltado para a terra e o corpo nu ou coberto de estrelas.

Osíris: Era um rei na terra que foi morto pelo seu irmão Set. Com o auxílio de Ísis, sua esposa e irmã, ressuscitou dos mortos e tornou-se no seu deus. Osíris é aquele que permite a ressurreição no mundo dos mortos. É representado como uma múmia, sentado num trono com a coroa branca ladeada de penas de avestruz (ou outras coroas) e os símbolos de poder do faraó.

Ísis: Ela deu a imortalidade ao marido. Considera-se encarnada na vaca Athor (amor) e, por isso, às vezes é representada com chifres e o disco lunar na cabeça. O mais habitual é encontrarmos Ísis representada como uma figura feminina com um trono na cabeça.

Set: personifica o mal e encarna no cão (ou chacal). É o assassino de Osíris e o inimigo de Hórus, simbolizando os conflitos do universo. É representado como um homem com cabeça de cão (ou chacal) com orelhas compridas mas cortadas.

Néftis: é a deusa dos mortos, irmã de Ísis a quem ajudou a mumificar Osíris. É representada com corpo feminino e uma coroa na cabeça igual ao hieróglifo que significa casa.

Hórus: é o deus protector do faraó. É representado, quer como uma criança (com o dedo na boca), quer como um homem com cabeça de falcão e a coroa dupla do Egipto ou, ainda, como um disco solar com asas.
Outros deuses importantes:

Mahat: deusa da verdade, da ordem e da justiça. Representada como figura feminina com uma pena de avestruz na cabeça ou, simplesmente, essa pena personificada.

Anúbis: patrono dos mumificadores; protector dos mortos. É representado sob forma humana com cabeça de cão ou, simplesmente, como um cão negro de orelhas ponteagudas.

Tot : é o protector dos escribas. Representado como Íbis ou babuíno.

Vamos fazer um exercício? Tenta descobrir qual é cada um dos seguintes deuses:
ajuda aqui ................................. ajuda aqui ........................... ajuda aqui



Ajuda aqui ..........................Ajuda aqui ..........................Ajuda aqui

Ajuda aqui........................Ajuda aqui...........................Ajuda aqui

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O Nilo



Gostaria muito que vissem este pequeno filme para se darem conta da importância do Nilo para o Egipto. Que seriam aquelas terras sem o seu rio? E a vida?
Cada um faça o favor de aqui deixar a sua opinião

quarta-feira, 17 de abril de 2013


...  LER A LIBERDADE...


 

QUEM A TEM...

Não hei-de morrer sem saber 
Qual a cor da liberdade. 
Eu não posso senão ser 
desta terra em que nasci. 
Embora ao mundo pertença 
e sempre a verdade vença, 
qual será ser livre aqui, 
não hei-de morrer sem saber.
Trocaram tudo em maldade, 
é quase um crime viver. 
Mas embora escondam tudo
e me queiram cego e mudo 
não hei-de morrer sem saber 
qual a cor da liberdade.
                           
                          (Jorge de Sena, Poesia II)




CANTIGA DE ABRIL

Às Forças Armadas e ao povo de Portugal
 «Não hei-de morrer sem saber qual a cor da liberdade»

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
Reinaram neste pais,
E à conta de tantos danos,
De tantos crimes e enganos,
Chegava até à raiz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Tantos morreram sem ver
O dia do despertar!
Tantos sem poder saber
Com que letras escrever,
Com que palavras gritar!

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Essa paz de cemitério
Toda prisão ou censura,
E o poder feito galdério.
Sem limite e sem cautério,
Todo embófia e sinecura.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esses ricos sem vergonha,
Esses pobres sem futuro,
Essa emigração medonha,
E a tristeza uma peçonha
Envenenando o ar puro.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Essas guerras de além-mar
Gastando as armas e a gente,
Esse morrer e matar
Sem sinal de se acabar
Por politica demente.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Esse perder-se no mundo
O nome de Portugal,
Essa amargura sem fundo,
Só miséria sem segundo,
Só desespero fatal.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Quase, quase cinquenta anos
Durou esta eternidade,
Numa sombra de gusanos
E em negócios de ciganos,
Entre mentira e maldade.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

Saem tanques para a rua,
Sai o povo logo atrás:
Estala enfim altiva e nua,
Com força que não recua,
A verdade mais veraz.

Qual a cor da liberdade?
É verde, verde e vermelha.

                      Jorge de Sena, 26-28/4/1974


segunda-feira, 11 de março de 2013

FIGURAS DA NOSSA HISTÓRIA

Tal como combinámos, aqui ficam algumas imagens para que os meus queridos alunos se possam inspirar para os trabalhos das actividades da Escola.

Depois de escolherem a imagem, "cliquem" sobre ela para ampliar e depois mandem guardar nas "minhas imagens", para que fique do tamanho real (grande). Depois basta imprimir e proceder como combinámos.

CONDE D. HENRIQUE E CONDESSA D. TERESA



D. AFONSO HENRIQUES



 D. AFONSO III



D. DINIS


REIS DA I DINASTIA


PEDRO HISPANO OU PAPA JOÃO XXI


SANTO ANTÓNIO OU FERNANDO DE BULHÕES

Bom trabalho!